terça-feira, 28 de agosto de 2007

O Business chamado Futebol

Futebol, paixão nacional e mundial, um dos esportes mais populares do planeta. Qual é a definição de esporte? Esporte é uma atividade física sujeita a determinados regulamentos e que geralmente visa a competição entre praticamentes. Então, tecnicamente futebol é um esporte. Com passar dos anos e a popularização desse tal esporte, empresários, visionários ou simplesmente pessoas ricas por motivos quaisquer enxergaram no futebol uma maneira de ganhar dinheiro. O capitalismo então, adotava também o futebol, um negócio lucrativo.

O dinheiro acabava se tornando um diferencial cada vez maior. Clubes ricos geralmente prosperam, contratando os melhores treinadores e jogadores, montando elencos estelares e lucrando quantias mais estelares ainda com acordos de TV, marketing e patrocínio. E o jogo deixou de ser esporte, virou negócio. Virou Business. Existem provas gritantes disso.

Em 2005, o então árbitro FIFA Edilson Pereira da Silva aceitou suborno de empresários envolvidos em negócio de apostas para alterar resultados de partidas, obviamente, no apito. Para não dizer que esse tipo de coisa só acontece no Brasil, os Italianos ficaram com inveja e também tiveram o seu escândalo. Com a diferença que lá, quem armou foram os clubes. A Juventus, principal envolvida, foi premiada com o rebaixamento para a Série B. Quer melhor exemplo de um esporte sendo arruinado por dinheiro?

Mas agora o futebol também mata. Se por fatalidade ou negligência não sei, mas melhor tomar cuidado. A lista de jogadores morrendo em campo e durante treinos cresce a cada dia. A última tragédia ocorreu na Espanha. Antonio Puerta, meia espanhol que atuava pelo Sevilla e mais recentemente pela Seleção Espanhola, 22 anos, faleceu em um hospital da cidade que ostenta o mesmo nome. Após passar mal durante a partida de estréia de sua equipe no campeonato Espanhol, contra o Getafe, o jogador foi substituído e no vestiário sofreu uma parada cardiorespiratória. Após uma série de outras falhas cardiácas, o jogador não aguentou e morreu hoje pela manhã. Fato lamentável porém revoltante, porque Luís Fabiano, seu colega de equipe, afirmou em entrevista à rádio Jovem Pan de SP que esta não foi a primeira vez que Puerta passou mal exercendo seu trabalho.

O doutor Francisco Murillo, a pessoa que tratou Puerta em seus últimos dias de vida, afirmou que o jogador possuía uma doença cardíaca hereditária. O ventrículo direito do jogador não funcionava como deveria. Algo certamente detectável em exames médicos, feitos rotineiramente no meio do futebol. Mas o que isso importa? Jogador talentoso, jovem, recentemente convocado pela primeira vez para jogar pelo seu país, isso importa. O risco de vida não, suponho? Puerta, como Luis Fabiano afirmou, já passou mal em treinos. Havia indícios de que ele não era apto para a prática de esportes (não no aspecto técnico, claro). Mesmo assim, deixaram que ele continuasse jogando. Se era decisão dele, não sei, provável. Porém, mais uma vida foi perdida e será que saberemos os culpados?

Acho que o maior de todos, é o tal do Business.

Leandro.

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